domingo, 23 de outubro de 2016

fase de pesquisa



Então começamos a busca por referências. Como o tema norteador é a liberdade feminina, foi sugerido pesquisarmos sobre violência contra a mulher. E tentar encontrar comentários maldosos sobre as vítimas. Em minha opinião, a violência mais triste é a doméstica. É a mais silenciada.  A que tem o respaldo popular: “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Como se qualquer agressão fosse justificável.
Nossa, que serviço mais baixo-astral! Não sei qual a parte mais triste: a notícia, os comentários, ou o fato desses comentários terem avaliações positivas (tipo as curtidas do Facebook). Confesso que às vezes precisava parar de procurar e dar uma respirada. E isso que nem estou lendo as matérias, só as manchetes mesmo.... Acho que não teria estômago forte suficiente para isso.
Lógico que existem comentários solidários às vitimas e repudiando as agressões. Admito que não tive paciência para contar quantos de cada "grupo" se manifestam nas notícias. Mas todo aquele ódio concentrado nos comentários é bem assustador.
Pedi para as outras integrantes do grupo contarem o que sentiram com esta pesquisa. B disse que só podia sentir uma energia ruim nessa coisa toda. L escreveu o seguinte comentário: "Isa, procurando algumas notícias e imagens o que mais sinto é ódio e indignação. Não consigo entender porque as pessoas fazem isso, sendo que nada justifica. É super fácil achar notícias assim, pois acontece diariamente e já é quase considerado "normal". Me desagrado mais ainda com alguns comentários fúteis, onde as pessoas tentam defender o criminoso, usando argumentos ridículos e sem noção." Ana considerou essa pesquisa um "estudo sociológico".
A ideia é criar uma projeção para o espetáculo com este material. Ainda não sabemos a forma que essa tristeza toda vai tomar. Só tenho certeza que não vai ser um momento agradável para quem assiste.

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