Estudo Coreográfico
Blog para acompanhamento do processo de montagem de espetáculo de dança.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
A dança ocupa os espaços
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
INTERVENÇÃO #NÓS - FEIRA DO LIVRO 2017
NÓS é fruto de pouco mais de um ano de pesquisa e montagem de espetáculo de dança e vídeo-performances. Mas, muito mais do que um fim, é um processo. Um processo surpreendente que nos revelou uma porção de coisas, oferecendo mil possibilidades de criação e experimentação. E, nessa brincadeira, fizemos algumas pequenas intervenções na cidade. Uma delas foi durante a Feira do Livro 2017, no PUNF - Unidavi, em Rio do Sul. Como toda boa intervenção, algumas pessoas reconheceram logo nossa ação, outras não, outras até reconheceram, mas... quem são mesmo essas malucas dançando por aí? Hahaha! No fundo, isso tudo é muito divertido!
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Performance no parque
Rio do Sul tem um evento cultural bem maneiro chamado "Sofá na Rua". Acontece no Parque Municipal Harry Hobus, num domingo. Já teve algumas edições, é bem divulgado, rola diversidade e tem um bom público. Pensamos que seria uma boa forma de divulgação do espetáculo. E de certa forma, foi uma baita experiência. :P
Primeiro uma contextualização: somos um grupo amador de artistas. Temos outras ocupações, não somos nem bailarinas profissionais, que dirá performancers.... Enfim, era uma novidade. Mas, né? Tamo aí!
Nosso grupo tem cinco bailarinas. A performance começava com cada mina dançando num ponto diferente. Depois a gente corria p um ponto em comum, rolava uma interação e a gente dançava de novo. Observação: cada uma dançava uma coisa diferente.
Preciso dizer que a gente estava com bastante medo? Dançar assim.... aleatoriamente no parque. A gente pensava em várias coisas: e se alguém esbarrasse? E se pegasse o fio largado no chão? E se algum cachorro se soltasse da coleira? Nada disso aconteceu, lógico. Deu tudo certo. Mais ou menos.
O impacto que a gente causou acabou sendo menor do que o esperado. Tipo, o pessoal não reparou no que estava rolando. Isso foi meio loco. A gente está meio acostumada à estrutura tradicional de apresentar, ser aplaudida, agradecer e sair do palco. Sempre existe uma segurança na ordem.
Mas não tem ordem na rua. Fim. É o que temos.
Eu pessoalmente acredito que toda experiência gera aprendizado. Acredito que esse momento trouxe algo p gente. Se não foi o retorno esperado, paciência. Apesar de ter uma falta de reação, gostei de ter participado.
A gente tende a pensar muito em resultado imediato para todas as nossas ações. Mas nem sempre é assim que as coisas funcionam. Se UMA pessoa no parque viu o que estava rolando e vai aparecer na estreia por conta disso, já é motivo para comemorar!
Primeiro uma contextualização: somos um grupo amador de artistas. Temos outras ocupações, não somos nem bailarinas profissionais, que dirá performancers.... Enfim, era uma novidade. Mas, né? Tamo aí!
Nosso grupo tem cinco bailarinas. A performance começava com cada mina dançando num ponto diferente. Depois a gente corria p um ponto em comum, rolava uma interação e a gente dançava de novo. Observação: cada uma dançava uma coisa diferente.
Preciso dizer que a gente estava com bastante medo? Dançar assim.... aleatoriamente no parque. A gente pensava em várias coisas: e se alguém esbarrasse? E se pegasse o fio largado no chão? E se algum cachorro se soltasse da coleira? Nada disso aconteceu, lógico. Deu tudo certo. Mais ou menos.
O impacto que a gente causou acabou sendo menor do que o esperado. Tipo, o pessoal não reparou no que estava rolando. Isso foi meio loco. A gente está meio acostumada à estrutura tradicional de apresentar, ser aplaudida, agradecer e sair do palco. Sempre existe uma segurança na ordem.
Mas não tem ordem na rua. Fim. É o que temos.
Eu pessoalmente acredito que toda experiência gera aprendizado. Acredito que esse momento trouxe algo p gente. Se não foi o retorno esperado, paciência. Apesar de ter uma falta de reação, gostei de ter participado.
A gente tende a pensar muito em resultado imediato para todas as nossas ações. Mas nem sempre é assim que as coisas funcionam. Se UMA pessoa no parque viu o que estava rolando e vai aparecer na estreia por conta disso, já é motivo para comemorar!
coleta de elogios
Uma das inserções do nosso espetáculo é constituída por áudios de elogios. A ideia era gravarmos a voz de várias mulheres dizendo qual foi o elogio mais significativo que elas receberam.
Tivemos respostas de vários tipos. Descobrimos que a origem do elogio às vezes é mais importante que o seu teor. Coisas simples ditas por pessoas próximas (principalmente família) ficam marcadas na memória.
A maior parte dos elogios citados pelas mulheres era sobre as relações delas. "boa mãe", "boa amiga" eram os mais comuns. Parecem elogios até um pouco bobos, mas se foi o que elas citaram, é porque foi importante.
A experiência de ouvir esses elogios foi muito marcante também. Era difícil não ficar emocionada ao ouvi-los. Acho que a memória do momento em que as mulheres receberam o elogio passa para a voz, e toca a gente.
Tomara que isso seja transferido para o espetáculo. :)
A maior parte dos elogios citados pelas mulheres era sobre as relações delas. "boa mãe", "boa amiga" eram os mais comuns. Parecem elogios até um pouco bobos, mas se foi o que elas citaram, é porque foi importante.
A experiência de ouvir esses elogios foi muito marcante também. Era difícil não ficar emocionada ao ouvi-los. Acho que a memória do momento em que as mulheres receberam o elogio passa para a voz, e toca a gente.
Tomara que isso seja transferido para o espetáculo. :)
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Sábado, domingo e trabalho!
O fim de semana foi de produção e experiência. Algumas ideias começam a sair do papel. Outras começam agora a serem escritas. Momentos de convivência e vivências de grupo são sempre bem importantes para que as ideias cresçam e amadureçam.
Além dos momentos de aula e de criação em dança, o sábado foi marcado por uma atividade bem especial. A Oficina de Performance, um acidente no meio do caminho.
Esta atividade é uma proposta trazida pela Thyara, responsável pelas vídeo performances do nosso projeto. É dividida em momentos: em cada um temos que executar um 'programa', que é uma espécie de roteiro. Cada programa tem uma duração definida e uma ação a ser executada.
O desafio é se desprender dos porquês e dos 'para quês' da nossa vida cotidiana. Simplesmente executar os programas sem se perguntar nada. Nas fotos abaixo, estamos aprendendo como vai ser a oficina (meio que uma abertura).
Depois desta introdução, executamos os programas propostos. Foram sete. Depois das sete execuções, discutimos as nossas reações a eles. Assim entendemos que a ideia das performances não é sempre passar uma mensagem. A coisa toda está nas reações. Para nós, bailarinas, é um pouco estranho este conceito tão abstrato. Mas ao mesmo tempo sentimos que temos a permissão de pensarmos mais longe e mais aberto.
Além dos momentos de aula e de criação em dança, o sábado foi marcado por uma atividade bem especial. A Oficina de Performance, um acidente no meio do caminho.
Esta atividade é uma proposta trazida pela Thyara, responsável pelas vídeo performances do nosso projeto. É dividida em momentos: em cada um temos que executar um 'programa', que é uma espécie de roteiro. Cada programa tem uma duração definida e uma ação a ser executada.
O desafio é se desprender dos porquês e dos 'para quês' da nossa vida cotidiana. Simplesmente executar os programas sem se perguntar nada. Nas fotos abaixo, estamos aprendendo como vai ser a oficina (meio que uma abertura).
Depois desta introdução, executamos os programas propostos. Foram sete. Depois das sete execuções, discutimos as nossas reações a eles. Assim entendemos que a ideia das performances não é sempre passar uma mensagem. A coisa toda está nas reações. Para nós, bailarinas, é um pouco estranho este conceito tão abstrato. Mas ao mesmo tempo sentimos que temos a permissão de pensarmos mais longe e mais aberto.
domingo, 23 de outubro de 2016
fase de pesquisa
Então começamos a busca por referências. Como o tema norteador
é a liberdade feminina, foi sugerido pesquisarmos sobre violência contra a
mulher. E tentar encontrar comentários maldosos sobre as vítimas. Em minha
opinião, a violência mais triste é a doméstica. É a mais silenciada. A que tem o respaldo popular: “em briga de
marido e mulher, não se mete a colher”. Como se qualquer agressão fosse
justificável.
Nossa, que serviço mais baixo-astral! Não sei qual a parte
mais triste: a notícia, os comentários, ou o fato desses comentários terem
avaliações positivas (tipo as curtidas do Facebook). Confesso que às vezes
precisava parar de procurar e dar uma respirada. E isso que nem estou lendo as matérias, só as manchetes mesmo.... Acho que não teria estômago
forte suficiente para isso.
Lógico que existem comentários solidários às vitimas e repudiando as agressões. Admito que não tive paciência para contar quantos de cada "grupo" se manifestam nas notícias. Mas todo aquele ódio concentrado nos comentários é bem assustador.
Pedi para as outras integrantes do grupo contarem o que sentiram com esta pesquisa. B disse que só podia sentir uma energia ruim nessa coisa toda. L escreveu o seguinte comentário: "Isa, procurando algumas notícias e imagens o que mais sinto é ódio e indignação. Não consigo entender porque as pessoas fazem isso, sendo que nada justifica. É super fácil achar notícias assim, pois acontece diariamente e já é quase considerado "normal". Me desagrado mais ainda com alguns comentários fúteis, onde as pessoas tentam defender o criminoso, usando argumentos ridículos e sem noção." Ana considerou essa pesquisa um "estudo sociológico".
Lógico que existem comentários solidários às vitimas e repudiando as agressões. Admito que não tive paciência para contar quantos de cada "grupo" se manifestam nas notícias. Mas todo aquele ódio concentrado nos comentários é bem assustador.
Pedi para as outras integrantes do grupo contarem o que sentiram com esta pesquisa. B disse que só podia sentir uma energia ruim nessa coisa toda. L escreveu o seguinte comentário: "Isa, procurando algumas notícias e imagens o que mais sinto é ódio e indignação. Não consigo entender porque as pessoas fazem isso, sendo que nada justifica. É super fácil achar notícias assim, pois acontece diariamente e já é quase considerado "normal". Me desagrado mais ainda com alguns comentários fúteis, onde as pessoas tentam defender o criminoso, usando argumentos ridículos e sem noção." Ana considerou essa pesquisa um "estudo sociológico".
A ideia é criar uma projeção para o espetáculo com este
material. Ainda não sabemos a forma que essa tristeza toda vai tomar. Só tenho certeza que não vai ser um momento agradável para quem assiste.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Para início de conversa
Este blog faz parte do projeto PESQUISA E MONTAGEM DE
ESPETÁCULO DE DANÇA E VÍDEO PERFORMANCES, contemplado pelo Prêmio Nodgi
Pellizzetti de Incentivo à Cultura 2016. Somos um grupo de dança, de Rio do Sul
(SC), experimentando possibilidades no campo cênico e buscando linguagens que
agreguem à nossa proposta.
Aqui, queremos falar sobre o processo de pesquisa e montagem
do espetáculo e das vídeo-performances, compartilhar nossas referências, experimentações
e impressões...
Sejam bem-vindos!
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