quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sábado, domingo e trabalho!

O fim de semana foi de produção e experiência. Algumas ideias começam a sair do papel. Outras começam agora a serem escritas. Momentos de convivência e vivências de grupo são sempre bem importantes para que as ideias cresçam e amadureçam.
Além dos momentos de aula e de criação em dança, o sábado foi marcado por uma atividade bem especial. A Oficina de Performance, um acidente no meio do caminho.
Esta atividade é uma proposta trazida pela Thyara, responsável pelas vídeo performances do nosso projeto. É dividida em momentos: em cada um temos que executar um 'programa', que é uma espécie de roteiro. Cada programa tem uma duração definida e uma ação a ser executada.
O desafio é se desprender dos porquês e dos 'para quês' da nossa vida cotidiana. Simplesmente executar os programas sem se perguntar nada. Nas fotos abaixo, estamos aprendendo como vai ser a oficina (meio que uma abertura).





Depois desta introdução, executamos os programas propostos. Foram sete. Depois das sete execuções, discutimos as nossas reações a eles. Assim entendemos que a ideia das performances não é sempre passar uma mensagem. A coisa toda está nas reações. Para nós, bailarinas, é um pouco estranho este conceito tão abstrato. Mas ao mesmo tempo sentimos que temos a permissão de pensarmos mais longe e mais aberto.

domingo, 23 de outubro de 2016

fase de pesquisa



Então começamos a busca por referências. Como o tema norteador é a liberdade feminina, foi sugerido pesquisarmos sobre violência contra a mulher. E tentar encontrar comentários maldosos sobre as vítimas. Em minha opinião, a violência mais triste é a doméstica. É a mais silenciada.  A que tem o respaldo popular: “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Como se qualquer agressão fosse justificável.
Nossa, que serviço mais baixo-astral! Não sei qual a parte mais triste: a notícia, os comentários, ou o fato desses comentários terem avaliações positivas (tipo as curtidas do Facebook). Confesso que às vezes precisava parar de procurar e dar uma respirada. E isso que nem estou lendo as matérias, só as manchetes mesmo.... Acho que não teria estômago forte suficiente para isso.
Lógico que existem comentários solidários às vitimas e repudiando as agressões. Admito que não tive paciência para contar quantos de cada "grupo" se manifestam nas notícias. Mas todo aquele ódio concentrado nos comentários é bem assustador.
Pedi para as outras integrantes do grupo contarem o que sentiram com esta pesquisa. B disse que só podia sentir uma energia ruim nessa coisa toda. L escreveu o seguinte comentário: "Isa, procurando algumas notícias e imagens o que mais sinto é ódio e indignação. Não consigo entender porque as pessoas fazem isso, sendo que nada justifica. É super fácil achar notícias assim, pois acontece diariamente e já é quase considerado "normal". Me desagrado mais ainda com alguns comentários fúteis, onde as pessoas tentam defender o criminoso, usando argumentos ridículos e sem noção." Ana considerou essa pesquisa um "estudo sociológico".
A ideia é criar uma projeção para o espetáculo com este material. Ainda não sabemos a forma que essa tristeza toda vai tomar. Só tenho certeza que não vai ser um momento agradável para quem assiste.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Para início de conversa

Este blog faz parte do projeto PESQUISA E MONTAGEM DE ESPETÁCULO DE DANÇA E VÍDEO PERFORMANCES, contemplado pelo Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura 2016. Somos um grupo de dança, de Rio do Sul (SC), experimentando possibilidades no campo cênico e buscando linguagens que agreguem à nossa proposta.
Aqui, queremos falar sobre o processo de pesquisa e montagem do espetáculo e das vídeo-performances, compartilhar nossas referências, experimentações e impressões...

Sejam bem-vindos!